COMPARATIVO · JULHO DE 2026

Os 10 melhores softwares de acesso remoto para empresas em 2026

Dez ferramentas avaliadas pela ótica de quem administra um parque de máquinas — com seis critérios abertos e uma limitação declarada para cada uma, inclusive a nossa.

Sem cartão. Em reais, por assento.

Quase toda lista de “melhores programas de acesso remoto” em português mistura duas coisas que não competem entre si: o programa que a pessoa usa para acessar o PC de casa, e a ferramenta com que um time de TI alcança oitenta máquinas da empresa. São problemas diferentes, e a diferença aparece na primeira segunda-feira de mês.

Se o seu problema é atender um cliente que ligou agora, de uma máquina que você nunca viu, você precisa de sessão pontual: código na hora, nada instalado. Se o seu problema são as máquinas da sua empresa, você precisa do contrário — agente já instalado, política de consentimento decidida antes, e alguém responsável por quem pode abrir sessão.

Há um terceiro problema que ninguém coloca na lista e que decide compra em TI brasileira: a ferramenta de acesso remoto que você não autorizou e que já está instalada no parque. É a mesma categoria de software usada no golpe que a Febraban chama de Mão Fantasma, em que o criminoso se passa por atendente do banco e convence a vítima a instalar um “aplicativo de segurança”. Não é falha do software — é engenharia social usando software legítimo. Mas se você não sabe quais dessas ferramentas existem no seu parque, você não tem como saber a diferença.

Esta página compara as dez pela ótica de quem administra parque: como a sessão começa, quem pode abri-la, o que a pessoa na máquina vê, e como a conta é cobrada.

DEFINIÇÃO

Quatro coisas vendidas com o mesmo nome

“Acesso remoto” cobre quatro produtos diferentes. A pergunta que separa eles não é preço nem recurso: é o que existe na máquina de destino antes de você tentar conectar.

Errar essa escolha custa caro nos dois sentidos — comprar licença de suporte pontual para administrar parque, ou tentar atender um cliente novo com uma ferramenta que exige agente instalado.

Suporte pontual
Nada instalado antes. A pessoa do outro lado roda um executável ou lê um código, e a sessão dura o atendimento. AnyDesk e TeamViewer são referência aqui, e é o que uma operação de suporte a terceiros precisa.
Parque gerenciado
Agente instalado antes, sessão aberta quando você precisa, política de consentimento decidida pela empresa. Movitera Link, NinjaOne, Atera e o Host do TeamViewer trabalham assim.
Gateway de infraestrutura
Alcança servidor, não usuário: RDP do Windows, Apache Guacamole na frente de RDP e SSH, VPN. Não tem consentimento porque não há ninguém na outra ponta.
Ferramenta de consumidor
Feita para uma pessoa acessar o próprio computador. Chrome Remote Desktop é o caso conhecido — e é também a que mais aparece instalada em parque corporativo sem ninguém ter autorizado.
FIG 01
Suporte pontualParque gerenciadoGatewayConsumidorMovitera
Máquina que você não administraCobreNão cobreNão cobreCobre em parteNão cobre
Máquina do parque, sem instalar nada novoCobre em parteCobreCobre em parteNão cobreCobre
Consentimento como política do timeCobre em parteCobreNão cobreNão cobreCobre
Papel separado para quem abre sessãoCobre em parteCobreCobre em parteNão cobreCobre
Gravação de sessão e envio de arquivoCobreCobreCobre em parteCobre em parteNão cobre
Acha ferramenta remota não autorizada no parqueNão cobreCobre em parteNão cobreNão cobreCobre
CobreCobre em parteNão cobre
As quatro primeiras colunas são categorias, não produtos. A quinta é o Movitera, e as duas linhas em que ela aparece pior estão aqui de propósito: não alcançamos máquina sem agente e não gravamos sessão nem transferimos arquivo. A última linha é a que quase ninguém compara — uma suíte de RMM mostra um inventário de software que você pode pesquisar, mas comparar com uma lista sancionada e abrir o achado sozinha é mais raro.

Um time de TI interno vive na segunda família e precisa de um pouco da terceira. Uma operação que vende suporte vive na primeira. E todo mundo precisa saber o que da quarta está instalado no parque sem autorização, porque é exatamente por ali que o golpe de falso suporte entra.

MÉTODO

Os seis critérios

Definidos antes da lista, aplicados igual a todas as ferramentas.

  1. 01

    Como a sessão começa

    Se exige agente instalado antes ou alcança máquina desconhecida na hora, e o que o técnico precisa instalar do próprio lado — outro aplicativo ou só o navegador.

  2. 02

    Consentimento como política, não como configuração de quem conecta

    Quem decide se o usuário aprova cada sessão: a empresa ou quem está conectando. E o que a pessoa na máquina vê enquanto a sessão está aberta — se ela sabe, e se consegue encerrar.

  3. 03

    Quem pode abrir sessão

    Se existe papel separado para operador remoto, ou se qualquer pessoa com acesso ao painel também alcança a tela de qualquer colega.

  4. 04

    Descoberta do que não foi autorizado

    Se a ferramenta ajuda a achar as outras ferramentas de acesso remoto instaladas no parque — e se faz isso contra uma lista sancionada, abrindo o achado sozinha, ou se apenas entrega um inventário de software para você ler. É o critério que ninguém pede na demo e o que mais importa depois de um golpe de falso suporte.

  5. 05

    Previsibilidade da conta

    Se cobra por técnico, por sessão simultânea, por dispositivo gerenciado ou por assento, em qual moeda — e se existe bloqueio automático por “uso comercial detectado”, que é uma dor real dessa categoria.

  6. 06

    Português e fuso do Brasil

    Interface e suporte em português nativo, atendimento no horário comercial daqui e cobrança em reais em vez de dólar com câmbio e IOF.

A LISTA

As 10 ferramentas

Ordenadas pelos critérios acima, com o público-alvo de cada uma declarado.

  1. Movitera

    Origem: Brasil

    Melhor para
    Time de TI interno que administra o parque da própria empresa e quer abrir a sessão de dentro do registro do equipamento, sem manter uma assinatura de acesso remoto à parte.

    No Movitera, acesso remoto não é um produto separado: é um botão na ficha do dispositivo, dentro do inventário. Você abre o equipamento em `Dispositivos`, escolhe `Apenas visualizar` ou `Controle total`, e o console abre numa aba do navegador — nada para instalar do lado do técnico. Quem está na máquina aprova o pedido, vê um aviso enquanto a sessão corre e pode encerrar a qualquer momento. E como o dispositivo já é um registro do inventário, a máquina que você está acessando é a mesma que o chamado, a garantia e o histórico de manutenção apontam.

    O que entrega
    • Sessão aberta da ficha do dispositivo, no navegador — sem instalar visualizador do lado de quem atende
    • Modos `Apenas visualizar` e `Controle total`, com indicador ao vivo de fps, resolução e quantas pessoas estão na sessão
    • Vem desligado por padrão: o controle remoto precisa ser habilitado para o time, e depende de uma permissão própria de operador remoto
    • Consentimento é política da empresa — aprovar cada sessão, só com o usuário presente, ou acesso sem ninguém presente — e o pedido expira em 120 segundos
    • Quem está na máquina vê um aviso fixo enquanto a sessão corre e pode encerrar; a sessão também morre se expirar
    • O módulo de riscos de software aponta ferramentas de acesso remoto instaladas fora da lista sancionada do time — a AnyDesk que ninguém autorizou aparece
    Onde para
    • Só alcança máquina com o Movitera Link instalado e online. Não existe sessão pontual: para atender um cliente novo ou um notebook de terceiro, você precisa de AnyDesk, TeamViewer ou Zoho Assist, e dizemos isso sem rodeio.
    • Não tem transferência de arquivo nem gravação de sessão. Se a sua auditoria exige sessão gravada, esta não é a ferramenta.
    • Não tem wake-on-LAN: máquina desligada fica fora do alcance, ao contrário do que uma suíte de RMM oferece.
    • Não controla celular. Nenhuma ferramenta de mercado controla iPhone de verdade — a Apple não permite —, mas suítes de RMM alcançam Android gerenciado, e nós não.
    • Não é gateway de infraestrutura: não substitui RDP nem VPN para administrar servidor.

    Como cobra Incluído no workspace, sem licença de acesso remoto por técnico. Assinatura em reais por assento, de R$ 9 a R$ 129/mês conforme o tipo de acesso, com 50 unidades de inventário inclusas em qualquer plano pago. 7 dias grátis sem cartão.

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  2. Splashtop

    Origem: Estados Unidos

    Melhor para
    Time que precisa de sessão com qualidade de imagem alta — trabalho gráfico, múltiplos monitores — e de gravação de sessão para auditoria.

    O Splashtop é o mais forte da lista em qualidade de sessão: streaming que aguenta trabalho visual, múltiplos monitores bem resolvidos e desempenho estável em rede ruim. Cobre parque gerenciado e atendimento pontual, e é a escolha natural de quem tem exigência de imagem ou de gravação.

    O que entrega
    • Qualidade de streaming e suporte a múltiplos monitores acima da média da categoria
    • Gravação de sessão disponível, útil quando a auditoria exige registro do que foi feito
    • Cobre acesso não assistido a parque e atendimento pontual no mesmo produto
    • Transferência de arquivo, impressão remota e os utilitários que um time de suporte usa todo dia
    Onde para
    • SSO e permissões granulares ficam no plano Enterprise: um time médio que precisa de controle de acesso para conformidade paga o degrau mais alto por isso.
    • Cobrança em dólar e suporte fora do fuso do Brasil.
    • Não tem inventário nem chamado: a sessão não sabe a qual equipamento ou pedido ela pertence.

    Como cobra Por técnico ou usuário/mês em dólar, com camadas por recurso. SSO e permissões granulares ficam no plano Enterprise.

  3. AnyDesk

    Origem: Alemanha

    Melhor para
    Operação de suporte que precisa entrar rápido em máquina desconhecida, inclusive em conexão ruim.

    O AnyDesk é leve e rápido, e é o que a maior parte dos técnicos escolhe quando o critério é entrar em uma máquina agora, com internet ruim, sem instalar nada. Faz o que a Movitera não faz, e é por isso que está aqui em cima em vez de ser tratado como concorrente frontal.

    O que entrega
    • Sessão pontual sem instalação prévia, com desempenho notável em conexão ruim
    • Cliente leve, que roda em máquina antiga sem sofrimento
    • Acesso não assistido disponível quando você instala o agente
    • Transferência de arquivo e os recursos básicos de suporte cobertos
    Onde para
    • Em 2 de fevereiro de 2024 a empresa comunicou publicamente um incidente em sistemas de produção, com furto de código-fonte e de chaves privadas de assinatura de código; revogou certificados e forçou troca de senhas, e afirmou não haver evidência de exfiltração de dados de clientes nem de dispositivos afetados. É fato divulgado pelo próprio fornecedor, e um comprador tem razão em pedir o relatório atualizado.
    • Suporte ao cliente é relatado como mais fraco que o dos concorrentes maiores.
    • Cobrança em dólar ou euro, sem inventário nem chamado por trás da sessão.

    Como cobra Por licença de técnico/mês em dólar ou euro, com plano grátis restrito a uso pessoal e não comercial.

  4. TeamViewer

    Origem: Alemanha

    Melhor para
    Empresa que quer a ferramenta que todo usuário final já reconhece, com a cobertura mais ampla de plataforma da categoria.

    O TeamViewer é o nome da categoria e continua sendo o mais completo: alcança praticamente tudo, tem versão de agente para parque, e é o único que o usuário do outro lado provavelmente já usou antes — o que reduz atrito num atendimento. Traz também a fricção comercial mais conhecida do mercado.

    O que entrega
    • Cobertura de plataforma e de casos de uso mais ampla da lista
    • Modo pontual e agente para parque gerenciado no mesmo ecossistema
    • Reconhecimento do usuário final, que reduz resistência no atendimento
    • Recursos corporativos de gestão de dispositivos e integração com ferramentas de suporte
    Onde para
    • O bloqueio automático por “uso comercial detectado” é a reclamação mais antiga e mais persistente da categoria: a sessão é cortada em poucos minutos ou recusada. O bloqueio é por identificador de dispositivo, não pela conta, e continua valendo se a máquina do outro lado já estiver marcada — a contestação passa por um formulário do fornecedor e pode levar dias úteis. O fornecedor não publica os critérios de detecção, e há relato recorrente de falso positivo.
    • Em 26 de junho de 2024 a empresa detectou e depois comunicou um comprometimento do próprio ambiente corporativo interno de TI, atribuído em investigação conjunta com a Microsoft a um grupo ligado a serviço de inteligência russo. O fornecedor afirma que o ambiente de produto é separado e que não houve evidência de impacto em dados de clientes. Também é fato divulgado pelo próprio fornecedor.
    • É a ferramenta mais citada em golpe de falso suporte no Brasil — não por falha dela, mas por popularidade. Se você usa, vale sancioná-la formalmente e monitorar instalações fora da política.

    Como cobra Por licença com número de usuários e sessões simultâneas, em dólar ou euro, com plano grátis restrito a uso pessoal e sujeito a bloqueio automático quando o uso é classificado como comercial.

  5. NinjaOne

    Origem: Estados Unidos

    Melhor para
    Time que quer acesso remoto como parte de uma suíte de gestão de endpoint, com patch, alerta e wake-on-LAN no mesmo painel.

    O NinjaOne é RMM antes de ser acesso remoto, e é a resposta certa para quem quer administrar máquina de verdade: inventário, patch, alerta, script e sessão remota no mesmo lugar. É também um degrau de maturidade e de preço acima do que a maioria dos times de TI interno de porte médio precisa.

    O que entrega
    • Acesso não assistido dentro de uma suíte de gestão de endpoint completa
    • Wake-on-LAN para acordar a máquina antes de conectar
    • Patch, alerta e automação no mesmo painel da sessão remota, e um inventário de software por dispositivo onde você mesmo pode procurar ferramenta remota fora da política
    • Preço por dispositivo cai em escala, o que favorece parque grande
    Onde para
    • O custo efetivo sobe bem acima da tabela porque módulos como backup e segurança de endpoint são vendidos à parte.
    • Cobrança em dólar, sob cotação, e sem plano de autoatendimento para avaliar sozinho.
    • É uma plataforma de RMM: sobredimensionada para quem só quer alcançar as máquinas do escritório.

    Como cobra Por dispositivo gerenciado, em dólar e sob cotação, com módulos adicionais cobrados à parte.

  6. Zoho Assist

    Origem: Índia

    Melhor para
    Time pequeno que precisa dos dois modos — pontual e não assistido — a um custo de entrada baixo, e que já usa o restante do Zoho.

    O Zoho Assist é a opção equilibrada da lista: cobre atendimento pontual e acesso não assistido, separa a cobrança dos dois, tem plano grátis para começar e integra com o help desk da mesma casa. Não é o mais rápido nem o mais bonito, e resolve o problema.

    O que entrega
    • Atendimento pontual e acesso não assistido cobrados separadamente, o que ajuda a dimensionar
    • Plano grátis e avaliação sem cartão para testar de verdade
    • Integração com o help desk e o restante da suíte já contratada
    • Interface disponível em português
    Onde para
    • Desempenho de sessão abaixo de Splashtop e AnyDesk em rede ruim.
    • Relatório de auditoria fica acima do plano de entrada, e a gravação de sessão é exclusiva do plano de empresa na linha de atendimento pontual — o plano de acesso não assistido a inclui um degrau abaixo, então confirme qual linha você está comprando.
    • No iPhone e no iPad oferece espelhamento de tela, não controle — limitação da plataforma da Apple, que vale para todo o mercado.
    • Cobrança em dólar e suporte mais orientado a documentação que a atendimento humano no fuso daqui.

    Como cobra Por técnico para atendimento pontual e por dispositivo para acesso não assistido, em dólar, com plano grátis limitado e níveis definidos por sessões simultâneas.

  7. Atera

    Origem: Israel

    Melhor para
    Operação de suporte com poucos técnicos e muitas máquinas, onde cobrar por dispositivo sairia caro.

    A Atera inverte a conta da categoria: cobra por técnico e não limita dispositivos. Para um time de três pessoas cuidando de seiscentas máquinas, isso muda a matemática por completo — e é a razão principal para escolhê-la.

    O que entrega
    • Cobrança por técnico com dispositivos ilimitados, o que favorece parque grande e time pequeno
    • RMM com patch, monitoramento e automação incluídos
    • Acesso remoto integrado ao restante da plataforma
    • Implantação relativamente rápida para uma suíte de RMM
    Onde para
    • O preço por técnico é alto em valor absoluto: com um time grande de suporte, a conta inverte e fica pior que a de cobrança por dispositivo.
    • Profundidade menor que Kaseya ou NinjaOne em cenários mais complexos.
    • Cobrança em dólar e suporte fora do fuso do Brasil.

    Como cobra Por técnico/mês em dólar, com número ilimitado de dispositivos gerenciados.

  8. ConnectWise ScreenConnect

    Origem: Estados Unidos

    Melhor para
    Operação profissional de suporte terceirizado, que precisa de sessão simultânea, personalização da marca e automação de atendimento.

    O ScreenConnect é o mais afiado da lista para quem vende suporte: cobra por técnico simultâneo, permite personalizar o cliente com a sua marca e tem a profundidade de automação que uma operação de MSP exige. Para TI interna, é mais ferramenta do que o necessário.

    O que entrega
    • Cobrança por técnico simultâneo, que uma equipe em turnos pode compartilhar
    • Personalização da marca no cliente que o usuário final executa
    • Automação e ferramentas de atendimento maduras, voltadas a operação de suporte
    • Opção de auto-hospedagem em parte das configurações
    Onde para
    • A conta tem duas partes: técnico simultâneo para atendimento e licença separada por dispositivo para acesso não assistido, com mínimo de agentes. Quem olha só o preço de entrada leva susto quando precisa do parque sempre acessível.
    • Em 2024 o produto teve duas vulnerabilidades sérias — uma delas de desvio de autenticação com severidade máxima — exploradas ativamente para implantar ransomware, e uma delas entrou no catálogo de vulnerabilidades exploradas conhecidas da CISA. São falhas corrigidas, e a lição para o comprador é sobre disciplina de atualização de um agente que fica em todas as máquinas.
    • Voltado a MSP: a superfície de configuração é grande demais para TI interna que só quer alcançar o escritório.

    Como cobra Por técnico simultâneo para atendimento, em dólar, mais licença separada por dispositivo para acesso não assistido, com mínimo de agentes. Contratos anuais — confirme o compromisso mínimo antes de assinar.

  9. RustDesk

    Origem: Código aberto

    Melhor para
    Time técnico que quer manter o servidor de sinalização na própria infraestrutura, sem depender de nuvem de terceiro.

    O RustDesk é a resposta de código aberto da categoria e a única em que o tráfego pode nunca sair da sua infraestrutura. Para quem tem exigência de soberania de dado ou simplesmente não quer mais uma assinatura, é a opção séria — desde que alguém no time saiba operar o servidor.

    O que entrega
    • Servidor auto-hospedado gratuito, com o tráfego dentro da sua própria infraestrutura
    • Código aberto e auditável, sem dependência de nuvem de fornecedor
    • Cobre sessão pontual e acesso não assistido conforme a configuração
    • Cliente multiplataforma, leve
    Onde para
    • O servidor público compartilhado é relatado como instável e lento; usar a sério significa hospedar o seu.
    • A configuração do servidor não é trivial para quem não é de infraestrutura, e a operação passa a ser sua.
    • A versão paga é cobrada só anualmente e em dólar, e não há suporte comercial em português.

    Como cobra Servidor auto-hospedado gratuito e de código aberto. A versão comercial cobra por usuário e por dispositivo, em dólar, apenas na modalidade anual.

  10. Chrome Remote Desktop

    Origem: Estados Unidos

    Melhor para
    Uma pessoa acessando o próprio computador. Está aqui porque é o que mais aparece instalado em parque corporativo sem ninguém ter autorizado.

    O Chrome Remote Desktop resolve um problema pessoal e resolve de graça: acessar a própria máquina pelo navegador, sem configurar nada. Não é ferramenta de TI, e o motivo de estar nesta lista é o oposto do usual — é o que você provavelmente vai encontrar quando começar a auditar o que está instalado no parque.

    O que entrega
    • Gratuito e sem configuração, funcionando pelo navegador
    • Suficiente para uma pessoa alcançar o próprio computador
    • Nada para licenciar e nada para administrar
    Onde para
    • Não tem console de administração, política de consentimento, papel de operador nem trilha: não há como uma empresa governar o uso.
    • Não tem edição corporativa: o que existe é gerenciamento por política do Chrome Enterprise, não um produto de TI com contrato, suporte e trilha de sessão.
    • Encontrar isso instalado numa máquina da empresa deveria gerar uma conversa, não um atalho de suporte.

    Como cobra Gratuito, sem plano corporativo.

RESUMO

As dez em uma tabela

Para comparar público-alvo e modelo de cobrança de uma vez.

FerramentaMelhor paraComo cobra
MoviteraParque próprio, sessão do inventárioNo assento, em reais
SplashtopQualidade de imagem e gravaçãoPor técnico, SSO no topo
AnyDeskEntrar rápido em máquina desconhecidaPor técnico, grátis só pessoal
TeamViewerCobertura ampla e reconhecimentoPor licença, com sessão simultânea
NinjaOneRMM completo com sessão remotaPor dispositivo, sob cotação
Zoho AssistOs dois modos, custo baixoPor técnico e por dispositivo
AteraPoucos técnicos, muitas máquinasPor técnico, dispositivos ilimitados
ConnectWise ScreenConnectOperação de suporte terceirizadoPor técnico simultâneo
RustDeskSoberania do tráfego, auto-hospedadoGrátis auto-hospedado
Chrome Remote DesktopUso pessoal, não corporativoGratuito

Modelos de cobrança, não preços de tabela: fornecedor reajusta preço, e modelo muda pouco. Confirme o valor vigente e em qual plano estão SSO e gravação de sessão antes de decidir.

ESCOLHA

Qual delas para o seu caso

Sete situações concretas, com a recomendação honesta para cada uma.

Você administra as máquinas da sua empresa e quer abrir a sessão de dentro da ficha do equipamento, sem mais uma assinatura.
Movitera. É exatamente o recorte da nossa ferramenta: o dispositivo já é um registro do inventário, e a sessão sai do navegador sem instalar visualizador.
Você atende clientes que ligam agora, de máquinas que você nunca viu.
AnyDesk ou TeamViewer. A Movitera não serve para isso — só alcança máquina com o nosso agente instalado, e não vamos vender o contrário.
Sua auditoria exige sessão gravada.
Splashtop ou ScreenConnect. Nós não gravamos sessão. E antes de ligar gravação, formalize a política com o time: no Brasil, monitorar é lícito, mas a orientação jurídica corrente é que precisa ser de conhecimento inequívoco do empregado e proporcional à finalidade — monitoramento oculto costuma ser tratado como ilícito.
Você tem três técnicos e seiscentas máquinas.
Atera, pela cobrança por técnico com dispositivos ilimitados. Se o parque for muito maior, compare com o preço por dispositivo do NinjaOne, que cai em escala.
Você precisa acordar máquina desligada, aplicar patch e rodar script além de acessar a tela.
NinjaOne ou Atera. Isso é RMM, e não é o que a Movitera faz: sem wake-on-LAN, máquina desligada fica fora do alcance.
O tráfego não pode sair da sua infraestrutura.
RustDesk auto-hospedado, ou Apache Guacamole na frente de RDP e SSH se o alvo é servidor. Assuma a operação do servidor como parte do custo.
Você desconfia que já existe ferramenta de acesso remoto instalada no parque sem autorização.
Comece por descobrir, não por comprar. O módulo de riscos de software da Movitera compara o que está instalado com a lista sancionada do time e abre um achado para o resto — e é a partir dessa lista que você decide o que padronizar.

Perguntas frequentes

O que os times perguntam antes de escolher.

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